Tribunal de Justiça do Piauí deu início às tratativas para implantar o Projeto Retomar no combate ao superendividamento

O objetivo é propiciar aos consumidores superendividados a oportunidade de um recomeço.


 Tribunal de Justiça do Piauí deu início às tratativas para implantar o Projeto Retomar no combate ao superendividamento
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Com o objetivo de propiciar aos consumidores superendividados a oportunidade de um recomeço digno com a possibilidade de renegociação de seus débitos, o Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) deu início nesta segunda-feira (09/05) às tratativas para implantar o Projeto Retomar.

“Vejo que o projeto visa ajudar exatamente essas pessoas que já não têm como pagar suas dívidas. O intuito é devolver a paz e a dignidade das pessoas, por isso estamos reunindo várias instituições para trabalharmos de forma conjunta, de modo a promover o bem estar social”, frisou o presidente do TJ-PI, desembargador Oliveira.

Coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC), o juiz Virgílio Madeira fez a apresentação do projeto, destacando que os trabalhos seguirão quatro eixos básicos: “Assim que formalizado com nossos parceiros, vamos trabalhar buscando reaver a dignidade social dos superendividados, recuperar este consumidor, reconstruir sua vida financeira e resgatar sua dignidade”, asseverou.

O projeto terá como alvo pessoas físicas endividadas de boa-fé, interessadas em negociar seus débitos, podendo vir a pagar todas as suas dívidas, atuais e futuras, sem comprometer por completo o orçamento familiar.

O juiz Dioclécio Sousa da Silva, Coordenador dos Centros Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de Teresina (CEJUSC), ressaltou a grandiosidade do projeto e chamou a atenção para que iniciativas semelhantes possam ser desenvolvidas para evitar que o problema tenha início: “Precisamos agir no nascedouro do problema, com ações educativas para evitar o superendividamento”.

Entre as instituições parceiras, estão a Defensoria Pública, o Ministério Público Estadual, o SEBRAE e a Universidade Estadual do Piauí.

O projeto ganha importância quando se avaliam os dados sobre inadimplência no Brasil e no Piauí. No estado, são mais de 30% da população com este problema.

Fonte: ALEPI

Christiane albuquerque

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