Surto de dengue é o pior em 10 anos em 5 estados e no DF

Os estados Santa Catarina e Rio Grande do Sul que não tinham problemas com a dengue registraram um surto recorde da doença.


 Surto de dengue é o pior em 10 anos em 5 estados e no DF
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A dengue voltou com força no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins. Nesses locais, o número de casos do primeiro quadrimestre já é maior do que em todo o ano de 2021.

Os estados Santa Catarina e Rio Grande do Sul que não tinham problemas com a dengue registraram um surto recorde da doença, o que evidencia que o mosquito tem avançado pelo país.

Em Santa Catarina, por exemplo, já foram notificados 56 mil casos da doença nos primeiros quatro meses deste ano.

Desde 2019, o Rio Grande do Sul vem registrando um aumento paulatino da doença. Este ano já foram 41,4 mil casos.

De acordo com a Secretaria de Saúde de SC o aumento da prevalência do mosquito na cidade decorre das mudanças climáticas. Antes, o frio impedia a reprodução do mosquito no estado, mas agora o clima o favorece.

Segundo dados do boletim, em sua 19° semana epidemiológica o estado do Piauí registrou um aumento de 745,6% nos casos de dengue e um aumento de 5.112,9% nos casos de chikungunya.

Ainda segundo dados do informe epidemiológico, em 2022, 187 municípios registraram 9.242 casos prováveis de dengue, ao passo que no mesmo período de 2021 foram 1093 notificações realizadas por 75 municípios. O boletim apresenta ainda que no sistema estão confirmados 03 óbitos no estado, todos do município de Teresina.

O governo do Tocantins, que também teve número recorde, alega que os profissionais de saúde estão focados na Covid-19, o que vem atrasando o diagnóstico da dengue. Além disso, a equipe de controle de vetor também foi reduzida em razão das ações de combate à pandemia.

O método mais eficaz para o controle da dengue ainda é impedir que o mosquito deposite seus ovos em água parada e assim se reproduza. A aplicação de larvicida também se mostra eficaz para acabar com o Aedes.Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz, vinculada ao Ministério da Saúde) afirma ter obtido ótimos resultados no uso da bactéria Wolbachia para combater o Aedes.

A bactéria, que é estranha ao organismo do mosquito, é utilizada de forma a impedir a transmissão do vírus. Por enquanto, a entidade vem dispersando o mosquito modificado apenas em algumas localidades. Em experimento feito em 2014 em bairros de Niterói, a Fiocruz constatou uma redução de 70% no número de casos.

Fonte: yahoo Notícias

Christiane albuquerque

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