Sesapi lança projetos para rede de cuidado para reduzir mortes por infarto e AVC

Em paralelo, serão feitas capacitações intensivas, através de treinamentos híbridos destinados aos profissionais da saúde.


 Sesapi lança projetos para rede de cuidado para reduzir mortes por infarto e AVC

Evento de lançamento aconteceu em Teresina (Foto: Paulo Barroz)

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Para reduzir as taxas de morbimortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e de Acidente Vascular Cerebral (AVC), a Secretaria de Saúde do Estado do Piauí (Sesapi) lançou nesta quinta-feira (15) uma rede de cuidados e assistência aos pacientes no estado. A solenidade de apresentação e implantação do projeto aconteceu nesta quinta-feira (15), no Palácio de Karnak, em Teresina, e contou com a presença da governadora Regina Sousa e do Secretário de Estado da Saúde, Neris Júnior.

As doenças cardiovasculares (DCV) apresentam um papel preponderante dentre as causas de morbimortalidade, sendo o IAM a principal causa de morte em países desenvolvidos e em desenvolvimento, correspondendo a mais de 30% dos óbitos no Brasil.

Ao Meionorte.com, o neurocirurgião Romilton Pacheco informou que os dois projetos foram pensados para preencher vazios assistenciais. Através desse trabalho, serão viabilizadas estratégias para a ampliação, agilidade e qualificação dos atendimentos aos usuários que necessitem de cuidados, independentemente da idade e sexo.

“A linha de cuidado vai amarrar as duas pontas da atenção, passando pela fase aguda do tratamento até a reabilitação. A prevenção e a reabilitação já vêm sendo trabalhadas há muitos anos, com o trabalho do Benjamin Pessoa, por exemplo, que atua na prevenção do AVC”, explicou.

Pacheco informou que a linha de cuidado para AVC vai investir na disponibilização de medicamentos, como trombolíticos, e no envio de recursos para descentralizar os tratamentos feitos no Piauí, que atualmente se concentram na capital piauiense. As ações serão conduzidas de forma equitativa, obedecendo aos dados do Sistema Único de Saúde (SUS), que apesar de subnotificados, representam a situação dos municípios de forma mais precisa.

Em paralelo, serão feitas capacitações intensivas, através de treinamentos híbridos destinados aos profissionais da saúde. A programação, que deve durar aproximadamente um ano, será divulgada nesta sexta-feira (16).

“De fato, a linha de cuidado não estabelece um marco eventual, pois ela é um compromisso para um futuro que já chegou para nós, que vemos vidas ceifadas e sendo aceitas pela sociedade. Isso não é normal porque você precisa ter acesso à medicação, algo que é básico. Essa responsabilidade o Sus assumiu para si e já está disponível desde 2009, mas falta praticar”, disse.

O médico cardiologista Nagele Lima, coordenador da linha Linha de Cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), pontuou que o infarto é uma das principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo. Segundo ele, é preciso submeter a sociedade a uma mudança que vai da prevenção à reabilitação.

“Nós temos que estruturar a rede para abordar essa doença na prevenção, na doença já estabelecida e na reabilitação. A prevenção começa com a conscientização da população com relação aos fatores de risco e reconhecimento dos sintomas do infarto para que elas possam procurar o serviço hospitalar o mais rápido possível”, falou.

Maior rede de trombólise do Brasil

Nagele Lima ressaltou que o Piauí contará com a maior rede de trombólise do país. Teresina, Floriano, Uruçuí, Bom Jesus, Corrente, Parnaíba, Piripiri, Esperantina, Luzilândia, Água Branca, Campo maior, Valença, Oeiras, Picos e São Raimundo Nonato são os municípios que vão disponibilizar o tratamento com o medicamento que dissolve coágulos. As bases do SAMU Avançado e os hospitais das localidades serão ampliados para receber o serviço.

Durante a solenidade de implantação, a governadora Regina Sousa (PT) frisou que o projeto é permanente no Piauí e que se trata de uma prioridade na sua gestão. “É um salto na saúde pública do Piauí e vai salvar muitas vidas. Nós temos todos os meios para prevenir, tratar e reabilitar os pacientes”, expressou.

Fonte: Meio Norte

Samuel Aguiar

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