Estudo aponta que 1 a cada 44 crianças é diagnosticada com autismo

O aumento na prevalência é significativo em comparação ao estudo anterior, que trazia dados de 2016 (e foi publicado em 2020), em que se observava 1 para cada 54 crianças diagnosticadas com TEA.


 Estudo aponta que 1 a cada 44 crianças é diagnosticada com autismo
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Uma a cada 44 crianças (aos 8 anos de idade) é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), de acordo com a pesquisa mais recente do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (do inglês, Centers for Disease Control – CDC), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos. O relatório, divulgado no dia 2 de dezembro, traz dados de 2018, de 11 comunidades dos EUA, da Rede de Monitoramento de Autismo e Deficiências (do inglês, Autism and Developmental Disabilities Monitoring – ADDM).

O aumento na prevalência é significativo em comparação ao estudo anterior, que trazia dados de 2016 (e foi publicado em 2020), em que se observava 1 para cada 54 crianças diagnosticadas com TEA.

Ainda de acordo com o estudo, a prevalência do TEA entre meninos e meninas é de 4,2 meninos para 1 menina, semelhante ao resultado do estudo anterior. Porém, em relação a isso, já há algum tempo, a comunidade científica estuda a necessidade de critérios mais específicos para o diagnóstico do espectro autista em meninas, uma vez que o cérebro feminino apresenta maior capacidade para habilidades sociais e empatia, além de menor tendência a comportamentos externalizantes (como, por exemplo, agitação, agressividade), o que pode atrasar um real diagnóstico.

Uma grande pesquisa dedicada especificamente a esta questão encontrou uma proporção estimada do TEA entre meninos e meninas diferente, mais próxima de 3:1, ao invés de 4:1. Um dado importante que sugere que meninas que atendem aos critérios para TEA podem não estar sendo avaliadas e diagnosticadas (especialmente precocemente).

Ainda segundo o estudo mais recente publicado pelo CDC, entre as 3.007 crianças diagnosticas com TEA, e que apresentavam no relatório dados sobre habilidades cognitivas, 35,2% foram classificadas como tendo um escore de quociente de inteligência (QI) ?70.

No Brasil, não há estudos estatísticos em nível nacional acerca do espectro autista, mas, acredita-se que a proporção seja similar à encontrada nos EUA. Trazendo esse dado de prevalência mais atual para o contexto de Brasil, teríamos cerca de 4,84 milhões de autistas no país.

Mas, na prática, o que significa esse aumento de prevalência? Os casos de autismo têm, de fato, aumentado?

Essa questão tem sido amplamente discutida nos últimos anos, e acredita-se que esse aumento da prevalência esteja refletindo:

- A expansão e melhora dos critérios diagnósticos do TEA com a 5ª revisão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5);
- Mais recursos e esforços direcionados ao TEA; possíveis diferenças na metodologia dos estudos;
- Componentes ambientais como o aumento das taxas de sobrevivência de prematuros, o que pode aumentar o risco para TEA;
- Maior conscientização a respeito das características do espectro autista entre a sociedade como um todo, e de profissionais mais capacitados para reconhecimento do TEA em crianças previamente diagnosticadas com Deficiência Intelectual ou outra condição do neurodesenvolvimento.

Fonte: CidadeVerde

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