Baixo estoque de medicamentos gera alerta ao Ministério da Saúde

As associações que assinam o documento pedem que a pasta ajude na regulação do mercado.


 Baixo estoque de medicamentos gera alerta ao Ministério da Saúde
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Entidades médicas enviaram ao Ministério da Saúde um novo alerta sobre o baixo estoque de cinco medicamentos de uso hospitalar e pré-hospitalar. As associações que assinam o documento pedem que a pasta ajude na regulação do mercado.

Os avisos formais já haviam sido feitos pelo Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e por seis entidades médicas. "Ratificamos nosso pedido, de solicitar respeitosamente, que sejam adotadas ações coordenadas no sentido de contribuir com a regularidade da comercialização dos medicamentos, tendo em vista todas as implicações e prejuízos clínicos que a ruptura de estoque pode ocasionar".

Assinam a nota a(Associação de Medicina Intensiva Brasileira), (Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos), (Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente), (Sociedade Brasileira de Anestesiologia), (Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde),(Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente).

Erika Facundes, presidente do departamento de farmácia da Amib, disse que já há unidades hospitalares com falta de medicamento. Os remédios que constam na lista são dipirona, neostigmina, atropina, amicacina e ocitocina. Todos são injetáveis. "A justificativa da indústria foi a redução da margem de lucro, argumentando que não é mais viável produzir o medicamento. Ela disse ainda o mercado está desabastecido e estamos com dificuldade de comprar.

O Ministério da Saúde, por meio de nota, não disse o que faria para regular o mercado. A pasta disse apenas que trabalha, em conjunto com Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), conselhos municipais e estaduais de saúde e representantes das indústrias farmacêuticas para verificar as causas e articular ações emergenciais para mitigar o desabastecimento dos medicamentos no país.

No Brasil, os preços são regulados pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), que põe o valor limite pelo qual um medicamento pode ser comercializado. Uma resolução da CMED, publicada no Diário Oficial, no dia 1º de junho, sinaliza que o problema pode começar a ser resolvido nos próximos dias. O Comitê Técnico-Executivo ficará responsável por elaborar uma lista com os remédios com risco de desabastecimento. A intenção é liberar o ajuste de preço temporariamente desses medicamentos. O texto entra em vigor dez dias após a publicação.

Fonte: Folhapress

Christiane albuquerque

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