9 casos suspeitos de hepatite aguda em crianças são investigados no Brasil

Até o momento, mais de 200 casos dessa hepatite infantil, considerada aguda e grave, já foram relatados no mundo desde abril.


 9 casos suspeitos de hepatite aguda em crianças são investigados no Brasil
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Nove casos suspeitos da hepatite aguda infantil, que já tem assolado alguns países pelo mundo, foram registrados no Brasil na última semana, segundo o Ministério da Saúde. Três dos casos são no estado do Paraná, enquanto os seis restantes foram no Rio de Janeiro. A causa é desconhecida, com a investigação das ocorrências ainda seguindo.

Até o momento, mais de 200 casos dessa hepatite infantil, considerada aguda e grave, já foram relatados no mundo desde abril. A maior parte das ocorrências é em crianças menores de 5 anos, com o primeiro surto tendo ocorrido no Reino Unido. Ao menos oito crianças faleceram e 17 tiveram de passar por transplantes de fígado em decorrência da doença.

Cerca de vinte países reportaram surtos da hepatite, mas mais da metade são no Reino Unido — na América Latina, já houve registros na Argentina e Panamá, além do Brasil. O Ministério da Saúde emitiu um alerta para profissionais da saúde e da rede de vigilância sanitária notificarem casos suspeitos o mais rápido possível.

Possíveis causas da hepatite infantil

A hipótese corrente acerca da causa da condição envolve a infecção pelo adenovírus, que normalmente causa apenas sintomas parecidos com os da gripe, mas que foi identificado na maioria dos infantes britânicos doentes e pode ter complicações mais sérias. O que não é comum é a ocorrência de hepatite em crianças anteriormente saudáveis infectados pelo patógeno em questão, o que leva à investigação da possível contribuição de outros fatores na equação.

A OMS, em nota, garante que não há relação entre a vacinação contra a covid-19 e a doença, que afeta o fígado dos pacientes. Não está descartada, no entanto, a possibilidade de que seja alguma síndrome pós infecção pelo SARS-CoV-2. Alguns cientistas acreditam que o confinamento gerado pela pandemia possa ter influenciado, já que as crianças isoladas podem não desenvolver o sistema imunológico normalmente, deixando o fígado mais vulnerável a infecções.

As crianças com hepatite aguda não testaram positivo para as causas mais comuns da doença, sendo eles os vírus das hepatites A, B, C, D e E. Inflamações do fígado causadas pela condição podem afetar as funções do órgão na remoção de toxinas do sangue e regulação da coagulação, o que pode causar a morte do paciente. Consumo de álcool, remédios e problemas imunológicos, também possíveis responsáveis pela doença, não são suspeitos de atingir as crianças.

Especialistas ainda apontam que outros casos da doença podem estar ocorrendo, mas com sintomas leves possivelmente sem diagnóstico, o que pode estar inflando a taxa de letalidade da condição. Com a causa desconhecida e sem esse reporte, seguimos no escuro até estudos mais profundos.

Fonte: Agência Brasil

Samuel Aguiar

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